Archive for dezembro \21\UTC 2009

h1

Desconhecido

dezembro 21, 2009

Ser tudo e ser nada,
Desaparecer e  continuar aqui
Pois na hora em que eu puder ter tudo o que desejo
Não desejarei mais nada

Chega de brincar com meus semelhantes!
Estamos todos loucos…
Loucos e descontrolados
Quem poderia se interessar pelos loucos?

Uma vida inteira fazendo aquilo que sempre fez
Até estar velho e cansado…
Deitado como um cachorro velho
O que há de melhor nele, vagando sem rumo

Em direção às únicas coisas que ele sempre fez…

Aprender, se lançar, se temperar!
Ainda não esgotamos nada!
Ainda há o inconcebível sem limites!

h1

Companheira

dezembro 18, 2009

A cada passo do meu caminho
Me vejo defronte a uma iminente aniquilação
É inevitável…
A consciência da minha morte

E esta consciência tem o poder
De transformar meu tempo comum e obssessivo
Em desprendimento

Assim, te amo calado
Não tenho tempo para me agarrar a nada
E te experimento sem anseios
Decido, sem remorsos nem recriminações, o que for melhor para mim


h1

Disparada

dezembro 12, 2009

Um desafio ao bom-senso:
Não negar o que eu sou
E disparar uma flecha de vontade

Ignoro todas as estatisticas
E atravesso esta parede
Rumo ao satélite mais próximo