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Faíscas

julho 4, 2009

Bato inesperadamente
De encontro a alguma coisa
Tento recompor as ideias
E juntar tudo coerentemente

Vozes que falam alto
Me fazem andar
Até estar num beco sem saída

Sons misteriosos vêm das montanhas
Um fluxo fluido e ininterupto
De uma música suave

Seus olhos são a água em que eu navego
A mesma enormidade
O mesmo brilho negro e dourado
Que empurra o meu peito

Sua voz é como uma brisa suave,
Uma música que me pergunta:
“O que quer?”

Fez-me um sinal para me aproximar
Vacilo para dar o primeiro passo
E a melodia diz:
“Olhe! Olhe!”

Um velho fraco correndo encurvado
É atingido por faíscas
Até erguer-se totalmente
Na vertical

Tremendo, seus olhos se voltam para mim
Até que se aquietam aos poucos
Voltando a ser uma lagoa tranquila
Colorida por brilhos dourados e negros

Vanessa da Mata – Ela x Ele Na Cidade Sem Fim

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