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Revolta pelas criancinhas

junho 3, 2009

jazigo

Durante alguns momentos
Uma raiva furiosa me dominou
Como se estivesse sido esbofeteado

“O senhor está doido?”
“Antes estivesse… Seria preferível a loucura à certeza que tanto me faz sofrer!”

Senti um aperto no coração diante da terrível prova
Neste lugar horrível, com as flores já murchas
E aranhas trabalhando entre pedras escuras e grades enferujadas

Escondi-me atrás de um cipreste
E vi seu vulto caminhar por entre as árvores
Ouvi um relógio distante bater meia-noite,
Depois uma e duas horas da manhã

Um vulto negro se encaminha rapidamente
Rumo a um vulto branco
Um galo canta ao loge e eu avanço tropeçando

Mortos em transe, em transe permanecem, como sonâmbulos
É uma tarefa penosa reconhecer-se mortal em seu sono
E mais penoso ainda é matar alguém que em sono
Mostra, pelo seu rosto, que não tem maldade

Cabeças imortais devem rolar

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